A poetisa santomense nasceu a 30 de Abril de 1926, na cidade de São Tomé, fez o Curso de Magistério Primário em Lisboa e foi professora durante anos na sua terra natal.
Alda do Espírito Santo integrou movimentos de emancipação relacionados com a independência das antigas colónias portuguesas e exerceu cargos governamentais nos ministérios da Educação e Cultura e da Informação.
Foi deputada e também a primeira mulher a assumir a Presidência da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe. Entre Maio de 1996 a Maio de 2000, foi presidente do Fórum das Mulheres de São Tomé e Príncipe e até esta terça-feira era presidente da União Nacional dos Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe (UNEAS), desde a sua fundação.
O seu estado de saúde vinha-se agravando e acabou por colocá-la numa cadeira de rodas e já não saía de casa. Na semana passada teve uma crise e com a ajuda de Angola o Governo santomense conseguiu evacuá-la num voo charter para a capital angolana, local mais perto para o tratamento de que necessitava. Amputaram-lhe uma perna e ficou a recuperar num hotel o seu estado clínico complicou-se.
O primeiro-ministro e Chefe do Governo na cidade de Santana, a dez quilómetros da capital santomense, num encontro da Organização das Mulheres de São Tomé e Príncipe (OMSTP) alusivo ao dia 8 de Março, Rafael Branco pediu a todas as mulheres para rezarem por Alda do Espírito Santo.
É vastíssima a produção literária da poetisa, distribuída por livros, antologias, revistas e jornais santomenses e estrangeiros, como mensagem, em cadernos de poesia como o «Negra de Expressão Portuguesa». Publicou o «Solo Sagrado da Terra», «Mataram o Rio da Minha Cidade» e «Mensagens do Solo Sagrado», foram motivos mais que suficientes para o Secretário-executivo da CPLP, Domingos Pereira, ter homenageado Alda Espírito Santo, pela última vez, a 17 de Setembro de 2009, no Museu Nacional.
Alda do Espirito Santo deu a última entrevista da sua vida a semana passada à jornalista da BBC inglesa, Conceição Deus Lima. O Governo de Rafael Branco decretou luto nacional de cinco dias e a colocação das bandeiras a meia haste. A urna da poetisa continua ainda em Angola.
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