Coordenado pelo Chefe de Estado–Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, o Coronel Fernando Pereira, o exercício pretende levar também os militares a reconhecer os pontos estratégicos da ilha da Brava, incidindo designadamente em acções de vigilância, fiscalização e abordagem no mar, bem como preparação de operações de segurança marítima. Este modelo de abordagem, que junta a fragata portuguesa à Guarda Costeira e à força de Fuzileiros de Cabo-Verde, seria o adequado para qualquer operação militar a aplicar na sub-região, confirmam fontes ligadas ao exercício.
A Corte Real, fragata vocacionada para a luta anti-submarina, com uma guarnição de cerca de 200 militares (militares da guarnição e fuzileiros), está também equipada com sistemas de radares e um helicóptero que lhe permitem acções de vigilância da costa, salvamentos no mar, controlo de rotas de imigração ilegal e de operações de combate ao narcotráfico. A acção da fragata nesta vertente mais ofensiva é complementada por uma larga experiência, de que constitui exemplo a sua participação recente no combate à pirataria no Golfo de Aden, e previamente em Timor-Leste. Sendo a Fragata Corte Real o meio naval que integra a Força de Reacção Imediata (FRI) dispõe de uma capacidade de mobilização no prazo de 48 horas, tendo sido colocada de prevenção aquando dos acontecimentos de 01 de Abril de 2010 na Guiné-Bissau. |