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Cabo Verde: MpD acusa Estado de ser responsável por derrapagem da economia
2010-07-29 11:37:04



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Praia - O presidente do Movimento para a Democracia (MpD), maior partido da oposição cabo-verdiana, acusou o Estado de ser gastador.
Carlos Veiga, acusou o Estado de Cabo Verde de ser «extremamente gastador e tão obcecado pelo betão, a ponto de ser um verdadeiro motor da derrapagem na economia cabo-verdiana». O antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, fez esta afirmação durante um encontro realizado na cidade da Praia com os economistas e classe empresarial, tendo avançando números e dados que, de acordo com Carlos Veiga, vêm afectando as finanças públicas.

O presidente do MpD afirmou que a economia cabo-verdiana atravessa momentos difíceis, argumentando que o crescimento económico caiu para três por cento em 2009, e que a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento para o corrente ano coloca o país na casa dos quatro por cento.

Defendeu ainda que o desemprego médio cresceu ao longo de década situando-se agora nos 21 por cento, com a agravante da situação ser muito pior entre os jovens entre os 15 e os 24 anos, que se aproxima dos 40 por cento.

Para Carlos Veiga, cerca de metade dos desempregados tem o ensino secundário, com 75 por cento a situar-se na faixa etária dos 15 aos 34 anos, enquanto o número de jovens com formação superior que não consegue encontrar trabalho ultrapassa os mil.

De acordos com dados dos estudos avançados pelo MpD, a degradação da economia das finanças públicas não pode ser justificada por obras de acaso ou meramente conjuntural, pois alega que resulta, pura e simplesmente, da perda de competitividade dos sectores de exportação nacional e de bens e serviços num contexto de crise internacional, evidenciado «por outras políticas públicas erradas».

De acordo com o líder do MpD, o Estado cabo-verdiano «está tão preocupado em apresentar obras que esquece das pessoas», principalmente em aumentar o seu poder e criar dependência dos cidadãos e das empresas, que culpabiliza o Governo de «não criar empregos, não melhorar os principais serviços públicos e não dar competitividade ao país».

Carlos Veiga aponta como solução para estes danos, a alteração do actual modelo de crescimento – baseado no betão - para um novo modelo intensivo – fundamentado na melhoria da produtividade e do relançamento da iniciativa privada.
(c) PNN Portuguese News Network

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